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14/03/2017

Cartilha incentiva a conservação de papagaios


Divulgada nesta sexta-feira (10/03), publicação reforça as ações de proteção das aves e pretende coibir o comércio ilegal no Brasil.

 

Por Juvenal Vicenzi

Republicado so site original Portal Brasil - Ministério do Meio Ambiente

 

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou, nesta sexta-feira (10), a cartilha Papagaios do Brasil com o objetivo de incentivar a proteção da ave – que possui espécies ameaçadas de extinção – e também coibir o comércio ilegal no Brasil. A publicação é mais uma das ações do governo federal que marcam o Ano do Papagaio, cuja celebração se encerra em 2017. A iniciativa é coordenada pela Sociedade Brasileira de Zoológicos e Aquários (SZB) com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de projetos de conservação.

Desde o ano passado, ações de educação ambiental são realizadas em zoológicos de todas as regiões do país. Elas marcam o Ano do Papagaio e chamam a atenção da sociedade às ameaças e à necessidade de conservação do território onde habitam as 12 espécies de papagaios brasileiros. Essas aves estão presentes nos seis biomas (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal). 

CONSERVAÇÃO 

O governo federal coordena o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Papagaios da Mata Atlântica (PAN Papagaios) desde 2010. As ações do plano têm foco na conservação de três espécies ameaçadas de extinção: papagaio-charão (Amazona pretrei), papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) e papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha), além de ações direcionadas a outras duas espécies consideradas quase ameaçadas: papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) e papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva). 

Em razão do êxito de ações de preservação, o papagaio-de-cara-roxa saiu da categoria “vulnerável” para “quase ameaçada”, na Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção no Brasil. A principal região dos cara-roxas fica no litoral norte do Paraná, que está em bom estado de conservação, o que possibilita a recuperação dessa espécie.

Já o papagaio-verdadeiro é alvo frequente do tráfico de animais silvestres e a espécie mais comercializada ilegalmente no Brasil.  Por serem aves de rara beleza e os mais “falantes”, os animais atraem a cobiça de pessoas que querem ter o animal para si, e mantê-los fora de seus hábitats naturais. Conforme a Lei de Crimes Ambientais e a Lei de Proteção à Fauna, prender, vender ou comprar de forma ilegal animais da fauna brasileira é crime sujeito a prisão e multa.     

CARTILHA

A cartilha terá versões impressa e digital e será divulgada também pela Sociedade Brasileira de Zoológicos e Aquários, em seu Congresso, que ocorre em Pomerode (SC). Com linguagem acessível a todas as faixas-etárias, a publicação procura conscientizar a população para a preservação das aves e reforça os aspectos de educação ambiental. O conteúdo é apresentado por Glauci, mascote da campanha do Ano do Papagaio. 

O documento chama atenção da sociedade para as principais ameaças às espécies, entre elas, o comércio ilegal, o desmatamento e a alteração dos ambientes em que vivem os papagaios. O material traz, ainda, curiosidades como o primeiro nome dado ao Brasil, à época do Descobrimento (1500), quando o país era chamado de Terra dos Papagaios, em razão da grande quantidade de animais dessa espécie e de outras aves da mesma família, como as araras.  

 

 
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