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26/09/2019

Parque Nacional da Serra da Bodoquena: um lugar único no mundo


Além de ser um dos últimos resquícios de Mata Atlântica do Brasil, o Parque da Bodoquena é o lar de uma ave rara em extinção
 
Com informações: Texto e fotos por Francilene Oliveira (Ecoa)
 
Em uma visita técnica ao Parque Nacional da Serra da Bodoquena, conduzida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), foi fácil perceber porque esse lugar é especial.
 
A atividade foi realizada em comemoração ao aniversário de 19 anos do Parque, como parte da programação do I Seminário de Pesquisa e Extensão da Serra da Bodoquena, realizado pela Fundação Neotrópica do Brasil, ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e Parque Nacional da Serra da Bodoquena (PNSBd), com apoio da ECOA, entre outras organizações da sociedade civil.
 
O evento reuniu nos dias 20, 21 e 22, em Bonito (MS), pesquisadores, estudantes, jovens embaixadores do Parque e a comunidade para discutir a importância dessa região única no mundo, que deve ser preservada.
 
A visita contou com cerca de 45 pessoas de diversas instituições e a comunidade da qual o parque faz parte. As visitas poderão ser mais frequentes quando for encaminhado o projeto de visitação do público, que já está em andamento.
 
A estudante Thaynná Leite Rocha, uma das embaixadoras do Parque Nacional da Serra da Bodoquena. 
 
A jovem Thaynná Leite Rocha, 17 anos, foi uma das desbravadoras em meio ao verde, serpenteado pelo azul do rio Salobra. Thaynná estava feliz e grata, não apenas porque é embaixadora do Parque, atuando como multiplicadora das ações de conservação, mas simplesmente porque estava ali diante de tanta beleza.
 
Assim como Greta Thunberg, Thaynná é mais uma jovem ao redor do globo engajada pelo planeta trazendo luz e esperança para proteger um recanto importante e diverso: o Parque da Serra da Bodoquena.
 
Mas o que faz essa região tão especial?
 
O Parque da Serra da Bodoquena é um dos últimos resquícios de Mata Atlântica do Brasil
 
Há 19 anos, o Parque da Bodoquena foi criado para proteger um dos últimos resquícios de Mata Atlântica do país que ocorre em conjunção única no mundo com outros biomas como Cerrado, Pantanal e Chaco paraguaio. A área é considerada prioritária para conservação pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
 
Essa característica faz do parque um lugar muito especial não apenas para os municípios de Bonito, Bodoquena, Jardim e Porto Murtinho, onde está localizado, mas para todos os brasileiros, entre eles Thaynná.
 
O parque é rico em fauna. Lá podem ser encontradas desde onça pintada, onça parda, sucuri até diversos tipos de formigas. Mas você sabia que o Parque Nacional da Serra da Bodoquena é o lar da maior ave encontrada no Brasil, a harpia, também conhecida como gavião-real?
 
A harpia, a rainha da floresta, é uma das maiores e mais fortes águias do planeta e corre risco de extinção. Sandro Pereira, chefe do Parque da Serra da Bodoquena, fala com carinho sobre essa ave rara que dá símbolo ao parque: “é um bicho espetacular, muito bonito, chamamos de onça de asas e deve ser preservada, pois é encontrada em poucos lugares do Brasil, sendo um deles, o Parque da Bodoquena”.
 
O Parque Nacional da Serra da Bodoquena guarda as águas mais limpas do país em diversos tons de azul e verde, um paraíso de águas cristalinas. A região possui carbonato de cálcio que funciona como um depurador natural. Ele retém a sujeira levando-a para o fundo, por isso os rios da região têm a água mais cristalina do Brasil.
 
O rio Salobra, que corta o Parque, tem o título de rio cênico pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. Rochas brancas lembram blocos de gelo, icebergs boiando no rio criando um cenário de tirar o fôlego.
 
Fernando de Almeida Oliveira, estudante de gestão ambiental da Universidade Federal de Grande Dourados (UFGD) se sente feliz de ver que ainda existem ambientes assim, mas também se sente temeroso pela destruição dos banhados que filtram as águas e mantêm a beleza cênica dos rios.
 
Seminário reuniu profissionais da área ambiental, poder público, empresas locais, ONGs e pesquisadores para discutir a importância da preservação da área.
 
O Parque tem sofrido com a degradação ambiental e foi, recentemente, assunto na mídia por conta de uma liminar da 4ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande (MS) pedindo que 80% da área protegida fosse desafetada, isto é, que deixasse de existir. A medida provisória foi derrubada por decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na última terça-feira (10/09), a pedido do Ministério Público Federal (MPF), mas ainda corre perigo.
 
 
 
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