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Finaliza o 1° ciclo de formação para Conselheiros do Parna Serra da Bodoquena

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Dr. Fernando Fernandez, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apresentou os conceitos básicos sobre biologia da conservação


Em novembro encerrou o 1º ciclo de formação para Conselheiros do Conselho Consultivo do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, com a realização da terceira oficina no, município de Jardim, Mato Grosso do Sul.

A capacitação voltada aos conselheiros do PARNA da Serra da Bodoquena é uma iniciativa da Fundação Neotrópica do Brasil e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, por meio dos projetos Corredor de Biodiversidade Miranda – Bodoquena (apoiado pela Conservação Internacional do Brasil) e Formação continuada dos integrantes do Conselho Consultivo do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul (do próprio ICMBio).

Durante a 3ª Oficina, foi realizado um diagnóstico participativo do Conselho,  identificando o grau de atuação e o poder de intervenção das instituições representadas no Conselho, as afinidades entre as instituições e os problemas prioritários presentes no Conselho. A partir do diagnóstico e buscando soluções para os problemas levantados, foi elaborado um Plano de Trabalho para o conselho, estabelecendo um detalhamento de ações que visam a resolução destas questões, com prazos e responsáveis. A oficina foi coordenada pelo analista ambiental do ICMBio, Sérgio Freitas, que possui mais de 20 anos de experiência em construção de processos participativos. 

Para os conselheiros a oficina foi importante para planejar as próximas atividades. “É necessário que os conselheiros tenham demandas e executem-nas dentro de sua instituição e não somente participem das reuniões. Nas reuniões do Conselho, devem ser apresentados os resultados atingidos, a proposição de novas estratégias para implantação do Parque entre outros”, afirmou André Siqueira, conselheiro representante da ONG Ecoa.

A Fundação Neotrópica trabalha com o objetivo de contribuir para a efetiva implantação do Corredor de Biodiversidade Miranda Serra da Bodoquena (CBMSB), por meio do fortalecimento de políticas públicas locais e do incentivo à organização e participação social de seus atores na gestão ambiental dos seis municípios abrangidos (Bonito, Bodoquena, Jardim, Miranda, Nioaque e Porto Murtinho).

Dessa maneira, junto com a chefia do PARNA da Serra da Bodoquena, foi planejada a formação de conselheiros em três encontros. Os dois primeiros encontros, que abordaram temas mais abrangentes sobre conservação da natureza e sobre o papel do conselheiro, atenderam também a representantes dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente dos municípios que integram o Corredor.

O primeiro encontro, realizada no dia 13 de setembro, em Bonito, contou com a participação de Dr. Fernando Fernandez, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que apresentou os conceitos básicos sobre biologia da conservação, com uma abordagem histórica e ecológica, concluindo com a importância de um Parque Nacional. E o Dr. Miguel Milano  abordou um pouco da história do nascimento das UCs no mundo e no Brasil e as possibilidades de ganhos econômicos, sociais e ambientais que podem advir do bom funcionamento de um Parque Nacional.

No segundo encontro, realizado no dia 3 de outubro, em Bonito, participaram Felipe Mendonça, coordenador de gestão participativa do ICMBio, que falou sobre o Conselho Consultivo: Limites e Possibilidades de atuação e a psicóloga Lilite Cintra, psicóloga da ONG Grupo Ambientalista da Bahia, que abordou o trabalho no coletivo: das divergências aos resultados.

“Momentos como este são fundamentais para movimentar a dinâmica do grupo. O conflito está instalado e precisa ser negociado. A iniciativa é fantástica! Informação e reflexão são necessários para dar aos conselheiros responsabilidades”, enfatizou Lilite Cintra sobre a iniciativa do ciclo de formação.

Para Felipe Mendonça, todos os conselhos gestores de unidades de conservação, apesar dos conflitos e dificuldades, têm um papel fundamental para a sociedade: “Há dificuldade em buscar consenso, mas é preciso mostrar o potencial que os Conselhos têm de interação na gestão das unidades de conservação e conciliar os diversos olhares em prol da Unidade”, explica.

Marja Milano, coordenadora do Projeto Corredor Bidiversidade Miranda – Bodoquena, avalia que a iniciativa gerou ótimos frutos: “A formação abordou aspectos importantes sobre as responsabilidades inerentes ao papel dos Conselheiros. As atividades e reflexões propostas nos auxiliaram a caminhar para uma fase mais produtiva dentro do Conselho, com a proposição e execução de ações que vão além dos conflitos, em busca de soluções comuns.”

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