Fundação Neotrópica do Brasil

Projeto recebe apoio do Programa E-CONS

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Gláucia Seixas trabalha pela conservação do Papagaio-verdadeiro e do Pantanal. Programa E-cons incentiva projetos de conservação da biodiversidade em seis diferentes biomas do País

 

O projeto da zootecnista Gláucia Helena Fernandes Seixas, que é carioca mas está erradicada em Mato Grosso do Sul, é a representante do bioma Pantanal no Programa E-CONS (Empreendedores da Conservação). Iniciativa da ONG curitibana SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) em parceria com o HSBC, o lançamento nacional do Programa E-CONS tem o objetivo de reconhecer e estimular o trabalho de pessoas comprometidas com a conservação da biodiversidade em diferentes biomas brasileiros.

No caso de Gláucia, o trabalho pioneiro dela no combate ao tráfico de animais silvestres na região de Miranda (MS) desembocou, em 1997, no projeto de conservação do papagaio-verdadeiro. Com 15 anos de existência, a ação já incorporou outras espécies que ocorrem no Pantanal e a luta pela conservação de áreas naturais.

Nesta primeira fase, o programa conta com seis Empreendedores da Conservação (E-CONS) localizados em seis biomas do País: Pantanal, Mata Atlântica, Mata Atlântica Urbana, Cerrado, Amazônia e Caatinga.

O diretor executivo da SPVS, Clóvis Borges, explica que o objetivo do programa é dar reconhecimento e visibilidade a pessoas realmente comprometidas com o tema da preservação da biodiversidade e que tenham projetos e estratégias já desenvolvidas de conservação.

“O E-CONS é um cidadão que pratica a conservação da natureza, atuando de forma incisiva e competente para o sucesso de seu trabalho. Age com comprometimento, cidadania e empreendedorismo. Sua contribuição resulta na proteção do patrimônio natural, manutenção dos processos ecológicos bem como dos serviços ambientais prestados pela natureza”, diz.

Biodiversidade ameaçada
A perda da biodiversidade é considerada, atualmente, um dos maiores problemas da humanidade. No Brasil há menos de 20% de áreas originais bem conservadas de Cerrado. Na Mata Atlântica, esse índice é ainda menor, de 7%. Mesmo na Amazônia, bioma mais bem conservado, é forte o desmatamento e há uma constante luta para diminuir as pressões sobre a maior floresta do mundo.

Com a diminuição de áreas naturais, perdem-se também os serviços ambientais prestados por essas áreas. Alguns exemplos desses serviços são o controle de pragas e polinização para a agricultura, controle de erosão de solos, recarga e manutenção de recursos hídricos, essências de medicamentos e fontes de inspiração para novas tecnologias. O trabalho dos E-CONS contribui diretamente para a manutenção desses e outros serviços ambientais, que geram inúmeros benefícios à sociedade.

Os E-CONS apresentam diferentes perfis e agem em diversas frentes. O que os une é o propósito é de conservar a natureza e sua capacidade de realização de ações efetivas. Os candidatos identificados encaminharam suas propostas ao Programa e foram submetidos à seleção, de acordo com as seguintes etapas: cadastramento, análise inicial, investigação do perfil, comitê avaliador, avaliação em campo e aprovação.

E-CONS PANTANAL: Projeto Papagaio-verdadeiro
Gláucia Seixas, zootecnista e doutora em Ecologia e Conservação, atua em diversas temáticas ambientais, porém o tráfico de animais silvestre no Pantanal chamou sua atenção. Seu trabalho ganhou uma preocupação especial, os papagaios-verdadeiros, que todos os anos são retirados aos milhares da natureza.

Em 1997, nasceu por iniciativa pessoal de Gláucia, o Projeto Papagaio-verdadeiro, realizado até os dias atuais na planície pantaneira e planaltos do entorno, no Mato Grosso do Sul. Mais informações sobre o projeto estão disponíveis no http://www.fundacaoneotropica.org.br/projeto-papagaio-verdadeiro.

Apostando no trabalho e todo o conhecimento acumulado durante anos de atuação no bioma, aliados a experiência institucional da Fundação Neotrópica do Brasil, é que o Programa E-cons acredita que a iniciativa de Gláucia pode fazer a diferença. Para tanto, o projeto pretende promover, não apenas maior e melhor suporte às ações realizadas na região do Pantanal, como também a disseminação de seus ideais em prol à conservação da natureza, em âmbito local, regional e nacional.

Com o apoio da SPVS/HSBC, durante os próximos três anos Glaucia pretende construir uma ampla rede de defesa do Pantanal, fomentada pela Fundação Neotrópica, que abrangerá a população local, cientistas e proprietários rurais. Também buscará parceiros institucionais externos, com a finalidade de inibir o tráfico de animais silvestres e promover a conservação em terras privadas.


Confira todos os detalhes do Programa Empreendedores da Conservação pelo site http://www.programaecons.org.br

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